terça-feira, 24 de março de 2009

O sétimo "SIM"...e que venham outros!


Sim, amigos, foram seis casamentos nesse ano. Para chegar ao número da perfeição só faltou mais um. Mas, quem sabe, o ano ainda não acabou”.

Eu entrei na Igreja como madrinha no dia 07 de dezembro de 2008. Literalmente foi meu último casamento durante esse ano, fechando o ciclo de sete. O número da perfeição, como frisava na frase acima, retirada do último texto que fiz (“O sétimo sim”).


Louvado seja Deus, pois me achou digna de ser chamada Sua filha, e por me dar graças tão grandes e imerecidas, como essa de poder participar da alegria dos meus amigos, alegrar-me com eles.


Louvado seja, Senhor, pela vida de Earles e Paula!


Louvado seja Senhor por ter sido um casamento diante de Ti.

Amém.

O sétimo sim...


Em algum dia da semana entre 27 e 31 de outubro de 2008. Acabara de acordar quando o celular toca, “chancandalaiara chiracandalaira...” (meu toque é uma oração em línguas J Fiz para abençoar quem liga). Olhei para ver quem era, e era Earles, amigo meu “da carismática” (risos):


- Bom dia, Earles! Paz e Fogo, santo! Que boas novas me contas?! - Disse isso tudo no lugar do alô. ´É que costumo fazer esse bombardeio de frases positivas para que aqueles ligam sintam-se acolhidos...rs


- Bom dia, Virgínia. Tudo bom?!


- Tudo, meu irmão! O que cê manda de bom?


- Virgínia, tu tens algum compromisso para o dia 7 de dezembro?


- Dia sete...sete... - Fiquei alguns instantes repetindo, enquanto revia na memória minha agenda.... – Não, não tenho nada nesse dia, porquê, santo?


- É que eu quero que tu sejas madrinha do meu casamento. Que faças par com seu Patrocínio. Tu aceitas?


Gente, que benção! Seu Patrocínio é um dos membros dos primórdios da RCC no Maranhão. Ele tem a idade que o Papa João Paulo Segundo teria se vivo fosse, 86 anos. O convite era uma honra dupla, primeiro por poder partilhar da alegria desse momento tão bonito com um amigo, um tesouro, como Earles é para mim; e outro por fazer par com Seu Patró, como é carinhosamente chamado por todos.

- Claro, meu irmão! Que alegria! Que benção!Estou tão feliz por ti - Ele sorriu feliz com minha demonstração de alegria:


- Então, eu levo o convite pra ti sábado – disse ele.


- Tá bom, então. Deus te abençoe.Paz!


- Paz! – Despediu-se ele.

Meu Deus, sétimo casamento do ano...e eu vou ser madrinha...Eu nunca fui madrinha de casamento...Já fui convidada à ser madrinha, mas, o casamento não se concretizou. Enfim, eu iria ser ma-dri-nha. Gente, que alegria! Dessa vez, terei que dizer: é uma emoção inenarrável. Não sei se depois conseguirei escrever contando os detalhes do dia...não sei...


Na verdade, lembrei do texto que não havia publicado ainda “O buquê que eu não peguei”, onde eu comentava sobre os seis casamentos que fui convidada nesse ano, e que para chegar ao número da perfeição só faltava mais um, o que poderia ainda acontecer, visto que o ano não havia acabado. E aconteceu...


Existem momentos na vida que são bons de comemorarmos com as pessoas que mais gostamos. Casamentos são ocasiões assim. É uma nova fase da vida...mas onde não queremos abandonar os amigos da fase antiga, nem os novos, então convidarmo-los para celebrar conosco significa que queremos partilhar nossa alegria com eles.


Earles, assim como todos os amigos que casaram-se nesse ano, é um amigo muito querido pra mim. Muitas coisas vivemos juntos dentro da RCC, apesar dele ser mais antigo que eu. Ou melhor, ter entrado mais novo no Movimento.rs..Paula, sua futura esposa e querida noiva, é alguém que passei a conviver alguns anos depois, mas também “nasceu de novo”. Glória a Deus por isso!


Mandei mensagem para alguns amigos mais próximo, aproveitando que a “Oi” estava dando mensagens de graça: “vou ser madrinha do casamento de Paula e Earles. Estou mais próxima do altar”, foi o texto da mensagem que mandei.
Gente, ainda estou processando, mas, queria registrar: “estou mais próxima do altar”. Quer dizer, no altar do Senhor eu já sirvo, mas, estarei mais próxima dos altares matrimoniais dessa vez...vou ser madrinha...


Será que isso é um sinal? Fica a reflexão, e o mote para louvar ao Senhor por mais essa família que nasce, fruto da experiência de Pentecoste. Amém. Obrigada, Senhor, por meu amigo Earles, por minha amiga Paula, pela união eterna dos dois, e por Tu me dares a alegria de estar com eles nesse dia.


Obrigada, Senhor! Amém.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O buquê que não peguei (Parte II)



O casamento passou, o fora passou...e um belo dia, soube notícias de meu amigo piauiense, Inácio (Liminha), lá das bandas de Fortaleza, onde mora há alguns anos a trabalho. Era ele, convidando os amigos para seu casamento com Thatyla Nayara. Quem diria...não foram dez anos, mas foi quase...acho que essa história durou uns oito anos para se consumar. Inácio tem a mesma idade que eu, e o conheci através do Ministério Jovem, quando éramos coordenadores diocesanos do Ministério em nossas respectivas Dioceses. Ele na capital do Piauí, e eu na capital maranhense.
A amizade vem muito antes disso, claro, do coração de Deus. Várias partilhas, dúvidas na caminhada, histórias e vitórias foram compartilhadas por nós dois. Vi até Inácio assumir a coordenação nacional do Ministério Jovem da RCC. Uma verdadeira benção! Thatyla, sua esposa, residiu 6 anos em São Luis, onde concluiu o curso de medicina pela Universidade Federal do Maranhão. A cerimônia de matrimônio dos dois foi no Piauí, terra natal dos noivos, e não pude estar presente. Mas, puxa, como queria. Do casamento de Márcio para o casamento de Inácio, passaram-se trinta dias. Eles casaram em maio. Mês das noivas, mês mariano, mês do meu aniversário. Eu não disputei buquê (mas queria...).

Nesse ínterim, fixei morada no Grupo de Oração A Voz do Bom Pastor, que tem sido minha casa espiritual, e berço de muitas alegrias, desde o começo desse ano. Lá, meu quarto casamento do ano esperar-me-ia. Carlos Eduardo e Kátia casaram no dia 11 de julho de 2008. Que lindo! De todos os casamentos esse foi o que mais participei. O Grupo de Oração ficou de ajudar na organização, e pude contribuir para a felicidade desses dois amigos tão caros pra mim. A reflexão continuava: “Quarto casamento...Senhor, o que Tu queres de mim?”. O que quer que fosse, a resposta continuou sem buquê...

Então, um mês depois do casamento de Gleyson, veio o casamento de Márcio Nilson. O "Louco da Cruz", assim o chamávamos na época em que ele voltou do ENJ de Brasília, em 2003. Márcio namorava há mais de 10 anos. Não arrisco dizer a data exata por acreditar que 10 anos é um bom exemplo para que você que acompanha essa história, possa entender que demorou muito, muito, mas muito tempo para ele casar. Daí, no dia do casamento de Márcio, outra reflexão, e outro contexto...Eu estava apaixonada...um bonito rapaz, voz grave, jeito viril, menino da Igreja e de oração (sim, nem sempre, no mundo em que vivemos, esses fatores estão juntos, mas, nesse caso, estavam casados). Sem que o mesmo demonstrasse um pingo de interesse por mim eu estava, como diriam os portugueses, a esperar um resposta dele.

Namoro ou amizade: bastava ele decidir isso para me deixar mais feliz (sim, porque feliz eu já estava por gostar dele como há muito não gostava de ninguém) ou voltar à busca. Na verdade, o nome mais apropriado não seria busca, mas espera. Enquanto a resposta não vinha, eis que vem um santo de Deus a falar: “- É...todos os patriarcas estão casando...só falta tu e Graça”. Graça era uma amiga minha de longas datas, amiga do coração, que vive comigo o Ministério Jovem dentro da RCC.

Como eu vi o Ministério Jovem nascer em São Luís (em 1998), e fui a transmissora de suas origens durante anos para que o mesmo não apagasse no Estado do Maranhão, então, todos me viam como uma figura histórica dentro do Ministério, o que acabava acarretando-me uma idade simbólica bem maior que minha idade cronológica verdadeira...Quando conheci Graça, em 2000, ela morava em Santa Quitéria, porém, desde 2005, mora em São Luís, onde continua servindo ao Senhor.

Haja coração! Acho que pensando no condicionamento físico de minhas emoções, o Senhor poupou-me de pensar em casamento por alguns meses. Até que...“quando entrou setembro...”mais dois casamentos de amigos aconteceram: Daveth e Arlete. Conheci Daveth, o “ciariba”, ou “muqueca”, ou ainda “o pregador comediante” do Ministério Jovem de Fortaleza, na Equipe Nacional de jovens da RCC, em 2001. De lá para cá, vários congressos na família jovem da RCC, e outros tantos encontros virtuais no nosso bom amigo msn, nos garantiram reencontros. Daveth casou no dia 13 de setembro de 2008. Eu rezei por eles, pelos noivos, e não pude estar em Fortal, para cerimônia. Não ganhei buquê, mais uma vez.

Quanto a Arlete, também conheci-a em um ENJ, Goiânia, 2002, o mesmo que me fez conhecer Gleyson, amigo do primeiro casório do ano de 2008. O sorriso de Arlete marca sua amizade com qualquer pessoa (risos). Partilhas de vida, vários congressos juntas, e muita alegria e unidade em Cristo marca a caminhada de nós duas. Arlete era namorada de Júnior (que conheci apenas em 2007, até essa data, só o conhecia de ouvir dizer, muito bem dizer, por sinal.), até esse ano. Em maio, quando a Equipe Estadual foi fazer um retiro em Caxias, município maranhense, soube que noivou. Não tinham previsão ainda de casar...daí, quando se aproximou o Encontro Estadual de jovens em Caxias, que aconteceria na primeira semana do mês de setembro, ela dá a notícia: - Vou casar dia 20 desse mês”.

Nossa, Arlete namorava com Júnior há 14 anos...E, quem sabe exagerando um pouco, mas, com um tempo quase assim, eu não tinha ninguém para dizer que iria namorar durante anos, até o dia do casamento...É, fiquei feliz, muito feliz por meus amigos! Infelizmente, problemas logísticos me fizeram não participar da cerimônia. Mas, bem que eu queria, afinal, aquele marcava o sexto casamento de grandes amigos meus no ano de 2008.

Eles vieram passar a lua-de-mel em São Luís, e, vejam que meigo, desejaram ver Graça e eu, as solteiras, quando aqui chegaram, mesmo estando em lua-de-mel. Achei bonito porque, uma vez não podendo estar no dia do casamento com eles, eles pensaram nos grandes amigos que queriam ao lado. E no dia 24 de setembro de 2008, em uma casa de praia na Ilha de São Luís, regados à coca-cola, pizza e chocolate bizz (não é comercial, viu? Apenas ficou marcado), comemoramos a alegria de nossos amigos, que naquele momento era nossa alegria também. Lembrei agora de duas passagens que vieram a minha mente durante esse relato, ambas pós-ressurreição: a passagem em que Jesus apareceu aos seus amigos, comeu com eles, e o coração deles se abrasava (Lc 24,32); e o dia em que ele apareceu, também após a ressurreição, e preparou uma refeição para todos (Jo 21,9-12), enquanto voltavam de uma pescaria .

A refeição é um momento de intimidade, principalmente quando acolhemos pessoas em nossa casa. Geralmente, só chamamos para comer conosco as pessoas que nos são caras, amigas, queridas. Que alegria foi aquela refeição: comemos, partilhamos da união fraterna, que tanto abrasou nossos corações, e tiramos uma foto para registrar o momento. Só faltou a fogueira, mas nossos corações estavam aquecidos pelo Fogo do Espírito Santo. A foto ficou escura, tirei do meu celular, mas não pretendo apagá-la. Naquele dia, antes de ir embora, prometi aos dois, vou escrever sobre isso: “O Buquê que não peguei”. Eles sorriram...

Aqui estou, para escrever sobre “o buquê que não peguei”...Louvo ao Senhor, do fundo do meu coração, pela alegria de cada amigo meu que casou nesse ano. Aproveito para louvar pelo casamento de Fernanda, de Anderson, de João Vitor e Izabel, nos quais não pude participar, e, na época, nem era tão pensativa sobre casamento, assim. Nunca casei para saber descrever a situação – e talvez seja única e indescritível, mesmo -, mas acompanhando esses casais durante esse ano, vejo o quanto a felicidade é divina. Só Deus é capaz de criar pessoas para amarem a vida toda.

Engraçado, lembrei agora que quando eu tinha 21 anos, não pensava em casar (isso foi depois de ter pensado em ser monja, que, por conseguinte foi depois de ter pensado em ser celibatária e mártir, e também depois de não pensar em nada sobre isso) pois achava que nunca conseguiria amar uma pessoa a vida inteira. Na época, conceituava o amor como um sentimento. Hoje sei que o Amor é perfeito demais para se traduzir e se resumir no que sentimos, nossos sentimentos são tão confusos...Seria injusto demais ter que sentir o amor. Sentimentos passam, o amor não ( Primeira Epístola de São João, capítulo 4, versículo 8: “Deus é amor”).

Pensamentos também passam, e mudam, graças a Deus (risos). Isso alivia quando lembro agora que esse pensamento sobre não conseguir amar alguém a vida inteira, ou mesmo achar que amor é sentimento, passou. “Tudo Passa, só Deus não muda”, dizia Santa Tereza D’Ávila ( Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 13, versículo 8, carta mais conhecida até pelos pagãos: “o amor jamais acabará”).

Hoje, quero escrever sobre “o buquê que não peguei”, uma metáfora, na verdade. (“Quando o dia tem cheiro de festa, ser feliz é muito bom! Sonhos brilham no meio da testa. Plaft, Ploft, coração...” Estava ouvindo essa musiquinha do Balão Mágico agora). Metáfora que fala sobre sonhos e realizações, sobre amores e projetos, sobre felicidade, partilha, alegria e Deus. Quero dizer que não pude estar no casamento de todos esses meus amigos, mas, que a moção do Espírito que me fez “lutar” (pois “Tudo Posso”!) pelo buquê de Márcio e Rose, é a mesma que me moveu desejar o buquê de cada um, mesmo não podendo estar presente em todos os outros quatro momentos. Dizer que sei perfeitamente que as flores são efêmeras, mas, simbolizam tanto a ternura de Deus por nós. Queria pegar o buquê de cada um, para dizer que a alegria no coração de todos, é a minha alegria.

Eu não estava presente no casamento de quatro desses amigos, e mesmo tendo ido ao de Gleyson e Fabiana, não pude pegar o buquê. Não contei isso no começo da história, mas, lembrei agora o motivo. A vontade estava latente, transbordando, na verdade. Mas, tive que ser arrancada às pressas da Igreja, pois tínhamos que retornar em nossa viagem de 40 km até o lugar onde estávamos retirados. Fui triste, porque queria muito aquele buquê. Seria o meu primeiro.

Mas, disse isso para frisar que eu quis, mesmo tendo ido embora antes da hora da disputa. Quis, assim como quis o de Inácio, o de Carlinhos, o de Daveth e o de Arlete. Rejubilei-me com a alegria de cada um, pois sei que todos eles, colocaram suas vidas nas mãos do Senhor, e por terem feito isso, Deus realizou o sonho de cada um deles. Amo cada um desses meus amigos, meus tesouros, preciosos, que o Senhor me deu (Eclo 6,14 “Um amigo fiel, é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro”).

Hoje não tenho mais 21 anos, e até já penso em como seria casar, embora nem imagine o dia do casamento. Oito anos se passaram...estou para terminar o Curso de Comunicação Social, Rádio e Televisão, alguns desses meus amigos que casaram nesse ano, já são até pais...(sejam bem-vindas Sara Vitória e Márcia Rebeca! Jesus ama vocês,crianças!), e, quanto a mim, nem namorado tenho ainda... Por isso, não sei quando, não imagino como, não faço planos, não tenho pretendentes (pelo menos, não que me queiram...), e nem sei se será realizado o que desejo, mas, se me é permitido fazer algum pedido, peço ao Senhor, um dia ser o meu buquê, que em câmera lenta, na velocidade de milésimos de segundos, repousará nas mãos de uma “Maria” que deseje ser de seu “José”para vida inteira, até a eternidade...

Finalizando, lembro da Palavra: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou(Isaías 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”, Primeira carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 2, versículo 9.
O buquê que não peguei é o amor que ainda não alcancei.


Por Virgínia Diniz Ferreira
Tempo de Graça, 28 de Setembro de 2008

O buquê que não peguei...(Parte I)



A priori, quando pensei em escrever esse texto, imaginei colocar como título: “O ano em que todos os meus amigos se casaram”. Porém, seria uma injustiça falar isso, uma vez que outros tantos grandes e bons amigos meus ainda estão como eu: sem-ninguém-nem-à-vista. Outros, ainda namoram, sem previsão para noivado ou casamento. E outros, tão queridos e admirados quanto os demais, já casaram. Encabeçando a fila, posso citar como exemplos: Fernanda Vanessa, Anderson Dias, e João Vitor e Izabel. Logo, falar que todos os meus amigos casaram nesse ano de 2008 seria um tanto quanto leviano de minha parte. Daí, resolvi escrever sobre “O buquê que não peguei”.

Pelo título a história parece até obvia, mas, como diria algum teórico conhecido que minha professora maestra Rose sempre cita, mas não diz os créditos: “o obvio nem sempre é tão claro e obvio assim”, então, penso que . O que significa que preciso explicar o porquê do título anterior, e do título atual. O ano de 2008 foi um ano atípico em minha vida. Eu, do alto dos meus 29 aninhos muito bem vividos e abençoados por Deus, nunca (apesar de muitos convites) havia participado de uma cerimônia de casamento, até esse ano. Gleyson, Márcio, Inácio, Carlinhos, Daveth, Arlete... Sim, amigos, foram seis casamentos nesse ano. Para chegar ao número da perfeição só faltou mais um. Mas, quem sabe, o ano ainda não acabou. O fato é que todos, com exceção de Gleyson, já estavam juntos há mais de 10 anos, colocando aí, namoro e noivado. Apesar disso, ninguém imaginava (nem mesmo eles) que escolheriam esse ano para casar. Todos têm histórias muito lindas de conhecimento e crescimento no Senhor durante esses anos todos, são amigos meus da Igreja e partilham ideais de vida cristãos iguais aos meus. Para eles, namoro pra valer é namoro casto, e casamento bom é casamento com propósitos de vida eterna. Eu também penso assim.

O que quero dizer, caros internautas, é que se esses amigos casaram, cada um viveu uma linda história de amor. Com direito a suspiros, beijos, friozinho na barriga quando se olha o ser amado, alegrias, amizade sincera, lágrimas partilhadas, separações, reconciliações (Ecle 3,5 “tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se”), e todas as demais experiências maravilhosas que unem um casal, até o ponto de torná-los uma só alma.

Tudo começou com Gleyson. Entre namoro e noivado, três meses. Sim, eu disse três meses. Não me pergunte porquê, essas explicações, só Deus pode dar. Só Deus, mesmo! O fato é que um dia, voltando do Grupo de Oração, quando dei por mim já estava sendo convidada para o casamento de meu amigo. Fiz uma verdadeira viagem de 40 km para participar do casamento, pois no dia estava em um sítio muito, muito, muito longe da Igreja onde o mesmo foi celebrado. Não peguei o buquê do casamento, e, acho que naquele dia, uma reflexão, que continua ainda hoje, começava em mim...

Conheci Gleyson em 2002, quando ele desejou participar de uma caravana para o ENJ – Encontro Nacional de Jovens da RCC, na qual eu era a organizadora. De lá para cá, deixei de ser tão próxima (em termos espacial) dele algumas vezes, quando ele foi para o seminário, e quando ele vazia experiências vocacionais também em outras ordens fora de São Luís. Fora isso, era sempre bom olhá-lo. A perseverança dele sempre foi muito bonita de acompanhar.

Como um efeito mágico do cinema, aquelas palavras fizeram umas estrelinhas caírem em minha face, dando a idéia de que alguma coisa estava acontecendo comigo naquela hora...E se estivessem filmando, provavelmente uma trilha incidental começaria a tocar, enquanto o câmera faria um close no meu olhar. Olhar vago, como quem se perde no infinito dos pensamento...É, eu estava perdida...Perdida com pensamentos e sentimentos mil, naquela hora: alegria, tristeza, serenidade, aflição, pensamento no futuro, olhar no presente, feridas do passado, sentindo-me amada e rejeitada ao mesmo tempo. Tudo-ao-mesmo-tempo-junto-na-mesma-hora. O fato é que, por fim, queria aquele buquê. Aquele desejo brotou no meu coração como a bela rosa do planeta B612, que um dia chegou na vida do Pequeno Príncipe, na história de Exupéry, de repente, não mais que de repente. E eu acalentei-a. Para mim, naquela hora, aquela vontade era algo divino, e foi. Era como se Deus quisesse me dar um presente. E acredito que, mesmo só lembrando desse desejo agora, foi aquele desejo que me fez não duvidar um instantezinho sequer que aquele buquê seria meu.
Eu não queria casar naquela hora, e nem sabia se levaria um fora do meu bonito rapaz, por quem suspirava ( e levei! Outro dia, quando sentir-me preparada para partilhar, e antes de tudo, sentir que devo, conto a vocês como foi essa outra história, que não deixou de ser de amor como outras só pelo fato de não ter tido um “final feliz” padrão. Mas, pelo contrario, fez-me muito grande, e fez-me amar muito e mais, justamente por ter desenrolado-se do jeito que foi). Eu só queria aquele buquê, como quem agarrava um momento muito especial na vida de todos, que merecia grandes recordações como aquela (leiam depois: “A saga do buquê”).
...

A Saga do Buquê (um ano depois...)


Quem eu sou?

No momento sou a mulher do buquê. Buquê de Fogo ( do Espírito), diga-se de passagem. Desejado, orado, e nutrido no jardim de Deus por muito, muito tempo...onze anos, para ser mais exata.

Iria escrever este texto no meu blog, caso eu tivesse um.rs... ou no meu flogão, que até tenho, porém, como sei que não leriam, pelo fato de estar desacreditada por não postar nada há muuuuuuuuuuuuito tempo, então, resolvi escrever aqui...uma vez que esta é a parte para colocar no “quem eu sou” e “quem eu sou”, no momento, está associado a “como estou” .

O final de fevereiro, e começo de março, começou com dois casamento de pessoas muito especiais pra mim. Gleyson, agora Sr. Craysson.rs.. e Márcio da Cruz. Dois santos de Deus, ungidos e abençoadíssomos por Ele. Dois amigos de caminhada, irmãos na fé, e companheiros...Louvado seja Deus!

O primeiro, esperou três meses para casar , o segundo 11 anos...O mundo, e de modo especial os jovens de hoje, não podem medir mais o valor de um matrimônio...de uma união consagrada e abençoada por Deus. Só os corações apaixonados pelo Senhor, e inebriados pelo Espírito Santo de Deus podem entender esta grande graça....

Bom, 1º de março, sábado, São José de Ribamar, Santuário...em todos os sentidos. Lá estávamos nós, eu e todos os amigos da carismática. Confesso que nunca tive paciência, nem vontade de enfrentar a “saga-das-mulheres-que-brigam-em- casamento-por-buquê”, porém, este não era qualquer buquê...era um buquê carismático que foi gerado durante 11 anos. Eu precisava dele, ou pelo menos sentia isso...

- Vamos lá! Todos as mulheres embaixo da escadaria!!! (Parece que eu ouvia até os tambores rufando.rs.. )

- Olha, aviso logo, quem chegar perto eu empurro é mesmo!!! ( Não imaginem aqui uma cara feia. Esta frase foi minha, e a disse sorrindo hi hi hi.rs..foi só pra intimidar).

- Lá vai! E um...(bate coração)

- E dois...( eita que é agora....)

- E três...( vamo logo!)

- Êêê! (Todas as mulheres saíram correndo, menos eu. Era um alarme falso. Eram apenas bombons de chocolate. Vocês acham mesmo que eu estragaria a única chance de minha vida de pegar o primeiro buquê por bombons de chocolate?! Heheh Nunca!)

Eu já havia calculado tudo. Direção do vento, velocidade, peso gravitacional, enfim. Olha, Rose (a noiva) não é muito alta, eu sou. Daí, ela não jogaria o buquê muito longe, logo, eu precisaria estar bem na frente. Ela jogaria alto – imaginei – mas, claro, não teria muito força porque as rosas eram naturais ( LINDAS!) e, enfim, não iriam muito longe. O máximo que poderia acontecer, seria eu ter que dar uns empurrõezinhos ( e isso eu já havia prometido, e ninguém seria doido ficar com raiva por isso heheheh).

- Meu Deus, ela jogou! – pensei comigo enquanto olhava o buquê pelos ares...

Foram as frações de segundo mais rápidas da minha vida. Mirei no buquê, armei o salto, puxei da menina que ingenuamente achava que era mais alta ou mais forte que eu ( é, amigos, a vida é dos mais fortes.rs..no Espírito, lógico!). E pronto, era só comemorar o gol. Ou melhor, o buquê. Me senti o goleiro Bruno do time do Flamengo defendendo o pênalti do Edmundo no jogo contra o Vasco no Brasileirão desse ano. Aff! Emocionante. Inexplicável.

- Êêê! ( Dessa vez todos os homens meus amigos gritam e saem correndo para me abraçar hehehe).

- VIRGÍNIA!! VIRGÍNIA!! VIRGÍNIA ( E a galera foi ao delírio. Todos me abraçavam. Senti-me comemorando um gol, mesmo.rs..Golaço!)

- Agora tu desencalha – disse o pai do noivo, seu Maurício ( É, fazer o queê, sempre tem que ter um pra apimentar o momento heheheh).

Não lembro mais com detalhes tudo o que aconteceu. O irônico é que não tirei nenhuma foto. Parecia que eu estava andando nas nuvens...

E é isso, pessoal. Se vou casar ou não, não sei. Eu, particularmente, me acho muito nova pra isso, apesar dos 28. Ainda nem fiz meu mestrado, meu doutorado...ainda não fiz muita coisa que quero fazer antes de casar...mas, como de nossas vidas é Deus quem cuida, quem sabe...por enquanto, queria partilhar com vocês quem eu sou...só isso. Eu sou a mulher do Buquê. Felicissíma!

Bjs aos que leram até o final, e fiquem com Deus.

Vi.
P.S – Eu não tirei foto, mas tiraram de mim heheh eu sou a de preto na foto.rs..

quarta-feira, 11 de março de 2009

No começo...

Salve visitantes!

Bem-vindos ao fantástico mundo de Virgínia!

A idéia de começar a escrever nesse ciberespaço foi motivada depois de minhas cadeiras com maestra Rose, onde “O que é o Virtual” de Pierry Levy, tanto me deu margem para reflexões.

Por isso, do mundo real, refletido a partir de minha visão - resultado de vários discursos somados de todos que já passaram por minha vida - e tendo como pano de fundo, esse ambiente virtual, em potência, nessa virtualização sem fim, teceremos relações de identificação. Espero que se identifiquem com alguma ou outra coisa, e que discordem também, caso sintam-se motivados a isso. Fiquem à vontade.

Aqui o obvio nem sempre é tão claro, e as entrelinhas podem ser muito mais extensas do que as mal traçados caracteres de quem as escreve. O objetivo é mostrar o quanto os detalhes da vida são tão fantásticos. O que geralmente pouco se evidencia, pode ser o principal a se analisado. Isso é fantástico. Isso é digno de ser refletido.

Assim é a vida, cheia das surpresas que os discursos criam. Contextos, tons, cores, formas...tudo, tudo agrega um significado único e repetitivo; igual, mas diferente; normal mas fora dos padrões...

É...assim é meu fantástico mundo cheio de reticências. Acostumem-se, elas serão muito freqüentes por aqui. Gosto delas quando escrevo, são uma boa companhia.


Espero que nosso encontros sejam diários, nesse fantástico mundo pronto para ser vivido e amado. O fantástico mundo que Deus nos deu.

Para começar, queria falar de você...