terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu prometo :)



Prometo,
no exercício da profissão de Radialista, transmitir, apenas, o entretenimento
sadio e as informações corretas, espelhando os valores espirituais, éticos e artísticos que
contribuem para a formação da vida e do caráter do povo brasileiro, observar a fidelidade
ao ser humano como titular dos valores universais, e sujeito de uma cultura regional que
deve ser preservada, trazendo o conhecimento ao público, os elementos positivos que
possam contribuir para a melhoria das condições sociais.
Assim prometo.

:)

Gente, formei! Deus abençoe a todos!

sábado, 18 de julho de 2009

Amigos...

Dia 20 dizem que é o Dia do Amigo. Nunca busquei saber a razão para a data, mas, conforta-me saber que existe um dia para pensarmos de modo especial naqueles que todos os dias já são especiais em nossas vidas.

Os amigos, se bem pensarmos, são construtores de nosso "eu". O que somos, o que nos tornamos, de certa forma, é um mosaico feito com um pedacinho de cada um e ao mesmo tempo por eles inteiros.

Acho triste quem não tem amigos...o livro do Eclesiastes diz algo muito certo "Ai do que está sozinho: quando cair, não terá quem o ajude a levantar-se" Ecle 4,10.

Quero aproveitar para agradecer aos que estão ao meu lado para me ajudar a levantar...de modo particular, aos guerreiros que estiveram comigo no dia da mono. Uma delas, já dediquei um post, minha amada irmã gêmea Aline Ceres. E outros, dedico esse momento...Vanise, Wagner Luís, que mesmo na correria do jornal da TV Eldorado, ainda teve tempo para ligar e desejar boa sorte. Agradeço a Haphisa, que acreditou em mim, e me deu o dez que não ganhei da banca. Obrigada, amiga, muito lindo o seu gesto de amor! :) Demétrios, valeu, velho! Aos que ligaram, Gleyvison, valeu, santo! Você faz parte dessa história! Agnaldo Libório, obrigada, querido! Deus te abençoe ricamente, por ter sido auxílio quando precisei, sem exitar.

Agradeço também ao mais novo casal carismáticos Luís Carvalho (Yakut) e Zaíra Almeida! Obrigadas! Deus os abençoe!

Bom, Yakut me deu um testemunho tão grande de disponibilidade, atenção e amizade, de amor ao próximo, que cheguei a lamentar não pode segurá-lo da queda de 7 metros que o levou a quebrar o pulso e colocar pinos :) Luís, obrigada! Nunca será o suficiente só agradecer, mas, mesmo assim, obrigada! Pela ajuda, pela amizade, pelo companheirismo e por mostrar que estás ao meu lado para o que der e vier. Amigos pela fé! Deus te abençoe ricamente, querido. E que essa nova fase da vida que te encontras, dê muitos frutos, cem por um. Amém.

Abraço a todos os amigos e amigas. Deus os abençoe. E feliz Dia do Amigo!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Irmãs coragem!

Esse post fala sobre monografia, amizade, irmandade, amor, dedicação e agradecimentos.

Ontem apresentei a monografia e fui aprovada para o curso de comunicação social da UFMA. Uma graça de Deus, mais uma etapa importante de minha vida terminando para dar espaço a próxima. Nesse percurso, algumas pessoas são sempre importantes em nossas vidas (todas elas estão nos agradecimentos da mono.rs.), e, de modo particular, quero agradecer a essa moça que está ao meu lado.

A irmã coragem que pulou duas vezes ( essa foto foi tirada no dia) no Rapel em que eu desisti duas vezes :) (seria um sinal do céu para o complemento que somos uma na vida da outra?.rs..)

Ela é minha irmã gêmea, Aline Ceres :)

Eu sempre quis ter uma irmã-menina. Aos 14 anos, Deus me deu uma, foi ela. Passamos por várias fases desencontradas, por conta de nossa diferença de idade, o que acabou fazendo com que em determinados momentos, eu nem conseguisse me entender direito com ela...dado nossos momentos diferentes da vida...

Mas, nesse ano, 2009, Deus nos deu momentos muito especiais em nossas vidas. Durante minha monografia, tive uma monitora :) Ela.

Ela esteve ao meu lado, ajudava-me a imprimir meu material, revisar, me acalmar, sorrir, conversar, foi até meus olhos - rasguei as lentes na reta final, semana da apresentação, e ela guiou-me em muitas idas e vindas à ufma para arrumar os detalhes. No dia da entrega da mono ela estava lá, segurando os pepinos de ultima hora comigo. E no dia da defesa, também foi ela quem esteve ao meu lado...

E quando eu fiquei arrasada com minha nota, depois de tanto trabalho que tive, foi ela, quem esteve ao meu lado, com um olhar de quem ama, e que não entendia porque eu estava triste depois de tamanha vitória e disse: "O importante é que passaste!". Nunca palavras valeram como abraços como nesse momento. Nunca vou esquecer isso, querida, nunca...

Eu sempre amei minha irmã, mas, confesso, de modo particular agora - quando ficamos tão próximas - nunca vivemos tão de perto o quanto é bom ter irmãos na vida. Dedico minha mono a minha família, e de modo particular, a ela, "minha irmã gêmea" Aline Ceres, que tão bem soube representar para mim a dávida de Deus que é ter família.

Sei que nesse ano viveste momentos muito difíceis...e em muitos delas, tive (com dor no coração) que deixa-la viver só. Limitando-me apenas em rezar por ti de longe. E agora, você me fez ver o quanto atitudes valem como uma prece em momentos assim difíceis...e, sendo assim peço desculpas pelas vezes que minha prece não foi conduzida como tu precisavas. Concretas, no lugar de oralidades...

Amo você Aline Ceres, minha irmã do coração! E dedico esse grau a ti! Que durante esses 17 anos que fazes parte da minha vida, tem feito dela um motivo a mais para louvar a Deus.

OBRIGADA, ALINE! Você foi Mão de Deus pra mim nesse momento. Amo vc em Cristo, querida.

Da tua eterna irmã, Vi.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tensos!!!

A expectativa é compreensível, afinal, a monografia de mais de 12 meses gerada vai nascer.

Como a Rede Globo construiu a imagem midiática da RCC durante a década de 90? Teria sido essa a razão para o movimento se expandir durante esse período? Em São Luís a RCC cresceu também? E...a pergunta que não quer calar: Esse assunto é relevante para a ciência?

Saiba mais na apresentação de PENTECOTES NA TV! 17h na Rede Monografia da UFMA

Você não pode perder!

:)

terça-feira, 14 de julho de 2009

O perdão e a paz

A pomba simboliza a paz, assim dizem. Penso que receber o perdão por nosso erros, e mais do que isso, conseguir reparar o erro cometido, restituir o que levamos dos outros (e não me refiro aqui a bens materiais, refiro-me a paz, também. Ás vezes roubamos a paz dos outros), faz-nos ter essa pomba nas mãos. Faz-nos ter paz...

Hoje queria fazer uma oração, por você, por mim, por quem passar por nossas vidas que de alguma forma tenha levado a paz de alguém, ou tenha perdido a paz com alguém...que possamos redimir o que precisamos - quem precisamos...deixar a pomba da paz e da liberdade também pousar nos ombros e braços de quem precisa.

Que hoje, o Senhor possa te conceder isso, e conceda a essa que escreve também. E, peçamos também, por aqueles que ferimos..que magoamos...com nossas palavras, atos, omissões...imaginação (sim, nossa imaginação às vezes é solta por nós, e de maneira errada, fere quem menos queriamos ferir...com desconfianças, com julgamentos, com pensamentos precipitados...).

Que Deus nos abençoe, e nos conceda a paz, que excede toda a compreensão humana. Amém.

Paz.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fases

"A minha alma está desgostosa da vida, dou livre curso ao meu lamento; falarei na amargura de meu coração. " Jo 10, 1

Algumas pessoas costumam dizer que o livro de Jó fala sobre a paciência. Bom, de certa forma pode até ser, mas, o livro de Jó a meu ver fala da experiência de Deus. Jó experimentou Deus "Meus ouvidos tinham escutado falar de ti, mas agora meus olhos te viram." . E foi justamente a dor que o fez ter essa experiência. O momento da angústia, da tribulaçaõ...

Momentos assim nos fazem crescer, e estar com Deus é uma garantia para que isso aconteça. Nâo somente Jó, mas vários personagens bíblicos experimentaram Deus no momento da dor. O próprio Jesus, no Horto das Oliverias, exclamou: "Minha alma está triste até a morte..."
(Mt 26,38).

E tantos outros salmistas também deixaram transparecer momentos de angustia que suas almas passavam. Oro sempre com cada trecho desses quando estou assim...como hoje...e, não reclamo, pois sei que sempre "depois da tempestade, vem a bonçança" (Tb 3,22).

Mas uma coisa é interessante observar, Deus age a partir do que dizemos a Ele. Permitimos Ele tocar e saber. Jó, Jesus (que depois foi consolado pelos anjos), Sara...todos experimentaram o conforto do Senhor...

Então, se hoje amanheceste assim...como eu estou, convido-te a rezar comigo. E se não consegues, convido-te a rezar comigo :) (sim, eu repeti). Pois, somente falando com Deus aliviamos nossas almas.

Deus os abençoe. Vi.

Palavras absurdas que petrificam a alma


:)

Meu sorriso fala por mim, mas ainda assim..rs queria falar sobre pessoas que sempre nos dizem coisas em momentos de desespero. Alguns casos são verdadeiramente cômicos, se não fossem trágicos. Deveriam nos ajudar, mas, algumas nos deixam petrificados (risos - estou lembrando da charge.rs.) por tão absurdas que são as palavras.

Dando entrada na CDU para poder concluir o curso. Nos últimos segundos - desesperadores - antes de fechar a parte administrativa da biblioteca, a pessoa olha meu papel, e diz:

- "Trabalho?" (estava escrito Trabalho de Conclusão de Curso), com uma fisionomia de desdém.

-"Nâo", respondi. "É monografia. Trabalho de Conclusão de Curso, é o que tem aí ,não?".

Ela continuou (mesmo eu sabendo que era o que tinha lá)...

- "Não, aqui tem trabalho. Na UFMA se usa é Trabalho?". Riscou o meu Trabalho..rs..e colocou MONOGRAFIA. E justificou "assim as pessoas vão entender".

Enfim. Se você encontrar alguém que um dia comeu cimento e bebeu água para ajudar a descer, não diga coisas absurdas do tipo "tu vais morrer" :) Palavras desencorajadoras podem petrificar qualquer cristão :-S

:) Absurdo :D

domingo, 12 de julho de 2009

Mudamos de endereço!


Eu nunca mudei de residência. Há 30 anos moro no mesmo lugar. Na mesma casinha de canto, do mesmo bairro (que já mudou muito desde 79), na mesma cidade. Por outro lado, olho para os 29 anos que ficaram para trás e vejo o quanto mudei. Ainda bem que não precisamos colocar placas para isso (simbolicamente isso acaba sendo indicado, mesmo), pois, não saberia dizer em quê e para onde mudei.

Hoje a placa da mudança foi pendurada na minha alma de novo. Vou mudar de casa interior. Não sei ainda para qual, mas, sinto que não sou mais a mesma...algo mudou, e não sei identificar o quê. Acho que a proximidade da apresentação da monografia, da colação de grau e da nova fase da vida faz-me ficar com essa sensação de casa nova. Um cheirinho de tinta fresca que exala das paredes da casa. A sensação refrescante de que tudo é bom, embora não se saiba ainda o que vai acontecer daqui pra frente naquele local. Só se sabe que estamos bem. E isso, no momento, basta.

Bom, lanço para você hoje a proposta de refletir sobre o futuro. Os nossos planos, as nossas metas, e o desejo de alcança-las. Sei que existem pessoas que não suportam pensar nisso. Por medo ou por não pensarem nas vantagens do ato. Mas, de modo geral, é positivo pensar sobre isso. Faz bem ao nosso senso de adulto, de gente grande que gosta de saber que consegue alcançar as metas que estabeleceu na vida. E quando não as alcança, gosta de saber que aprendeu durante a caminhada.

Eu ainda não sei o que farei ao certo com tudo isso...mas, tenho certeza de uma coisa: eu vou. Quando chegar lá, mando o endereço para me visitar.

Deus abençoe. Vi.

sábado, 11 de julho de 2009

Sigam-me os bons!



"O modo como conversamos, aprendemos e abrimos nossa intimidade"...essa foi a capa da Revista época de algum dia desses, peguei no google e não quis fazer comercial logo de cara.rs..

Olha, não faz tanto tempo assim, quando eu tinha 16 aninhos, minha diversão era escrever cartas. Amava escrever. Passava tardes a fio, esboçando palavras, cortando figurinhas (sim, gostava de fazer toda uma colagem nas minhas cartinhas. Uma edição rudimentar, mas muito divertida). Aí, das cartinhas pessoais, passei para umas cartinhas do leitor, que acabaram virando quase que coluna no Suplemento Galera de um jornal local da minha cidade.

Ah, sim! E não poderia esquecer, telefone. Amava um telefone. Passava também horas a fio pendurada no aparelhinho conversando com pessoas mil. Mas, o mundo dá voltas, e com elas chegaram tantas outras formas de comunicação que alteraram sensivelmente a forma como essas relações passaram a ser estabelecidas, não só na minha vida, mas na vida do mundo inteiro, praticamente (há as exceções, claro).

Bom, como já comentei aqui, tenho um "time" diferente para aderir a essas práticas comunicacionais. O orkut, fui aderir apenas 2 anos depois dele ter virado uma febre no Brasil. Por puro preconceito, que não vem ao caso falar sobre aqui. Mas, o fato é que com relutancia, aderi a causa orkutiana. Viva as teias e redes de amigos :) Que me permitiu ver e voltar a ver tanta gente boa nesse mundo de meu Deus que não via há tempos.

O msn foi moleza, afinal, faltava pra ele se tornar prática diária em minha vida apenas a internet discada deixar de ser a única opção de acesso a rede. Aí, depois veio o flogão, com pouca intensidade (acho que pelo fato de querer postar fotos autorais, e não tinha - como ainda não tenho - uma digital para registrar os momentos), e o blog, que nesse ano se tornou um companheiro maravilhoso de todas as horas. E, agora, a nova: o twitter.

Ah! Eu soube dele assim que virou febre nos EUA. Mas, não aderi logo. assim como tudo na minha vida. Precisava ver uma razão para ele existir em mim. Primeiro porquê só tem versão em inglês (e eu achava que isso era condição sinequanon para tê-lo. Ledo engano.rs.) , e depois, porquê não via tanto sentido assim em ter essa mini agência de notícias sobre minha vida no ciberespaço. Mas, hoje (como tudo em minha vida) em uma simples conversa fiada de filosofia messengeana.rs. resolvi aderir a causa (obrigada, Alberto, eu acho.rs..@albertojunior). Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, eu twintto :)

O bom é que diferente do Orkut e do msn as pessoas não têm a mesma preocupação de esconderem-se. Pelo contrário! Olha, já sou até seguidora de Millor Fernandes e Roger do Ultrage.rs.(dã! ô vantagem.rs.)

A utilidade é bem clara para mim, agora. O msn é uma ferramente de comunicação com o objetivo de unir pessoas distantes de modo espacial em instantes necessários (Daí, serem conversas instantâneas). O orkut tem uma finalidade distinta, tem o objetivo de ser uma referência de você para uma rede de contatos. O objetivo, além de já manter vinculos feitos pelo ciberespaço ou extra-campo ciberespacial, é unir pessoas. Fazer uma verdadeira comunidade de relacionamentos. Com fins mil. O flogão ou flog (como preferirem chamar) tem como fim divulgar você, seus pensamentos, idéias, e seu universo simbólico e real através de fotos comentadas. O blog, une fotos, vídeos e textos ao comentário pessoal de quem é proprietário do mesmo. Pode funcionar como um jornal pessoal de quem escreve.

Agora, e o twitter? É uma forma a mais de agregar valor a comunicação e relação pessoal . Sim, eu disse pessoal. Diferente dos outros meios já mencionados, o twitter pode ser comparado com uma agência de notícia pessoal. Pessoal pelo fato do proprietário poder alimentar com assuntos relacionados ao universo do mesmo (o que não significa necessariamente somente dele, pode se, também, de conhecidos ou assuntos que o twiteiro julga importante. Ah! Detalhe, não se posta textos. Publica-se (no sentido literal da palavra) frases que simulam basicamente o que as pessoas fazem com as frases do msn, deixando recados, pensamentos ou simplesmente o que você está fazendo naquele momento. Exemplo: "não posso falar agora! Estou on, mas estou no banho :)" e eticetara.

Bom, para encerrar esse post (que ficou longo), concluo com alguém especial que tem o maior número seguidores do twitter (e fora dele) do planeta. O que mais me deixa feliz em seguir. Ah! Aproveitem e sigam-me!

"Se alguém me quer servir, siga-me" (Jo 12, 26)


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Silencios peregrinos

Ó angústia para o criador é ver-se diante de sua obra em potencial, saber que ela precisa nascer e não conseguir realizar o parto,não conseguir dar a luz...

Estive assim nesses dias, e peço perdão aos leitores fiéis que passavam aqui para ver as principais manchetes do Fantástico mundo de Vi :) Perdão, prometo ser mais responsável com vocês. Afinal, "somos responsáveis pelas coisas que cativamos" (Exúpery).

Mas, por outro lado, penso...tantos já sofreram desse mal. Nâo é sintoma de falta de emoções na vida (tenho-as até demais.rs), não é sintoma de falta do que falar (tenho sempre o que dizer..),mas, penso que silêncios são necessários em alguns momentos na vida. Nos fazem refletir sobre aquilo que faltou, porque faltou, e o que perdemos por ter faltado, o que significava para nós...

Às vezes o mote até vem, bate à porta, mas não consegue entrar. Ou melhor, sair. Pára mudo na ponta dos dedos. Não conseguem passar dalí. Conversava com um amigo blogueiro sobre o mal, e ele me partilhava que era comum nesse meio. Dizia-me ele: "quando não tenho o que falar, deixo meu cachorro falar por mim" (Fui ao blog dele verificar, e, de fato, o cachorrinho dele é muito falante.rs.).

Eu, particularmente, tenho comichão quando chegam esses silêncios - pra mim constrangedores - pois, tenho a impressão que sempre esperam quse seja dito algo. Então, para não dizer que não falei de silêncios e flores, segue um versículo bíblico para encerrar e fazer refletir:

"Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções" Ct 2, 11-12

Rapel, ervilhas e medo :)





Eu sou amante de uma boa propaganda. A ponto de lembrar dela durante anos a fio pela simples alegria de recordar o que dizia (mesmo que não tenha consumido o produto J ) e sorrir sozinha. E o que vou falar hoje lembrou-me uma propaganda da OI, logo quando ela se tornou uma operadora de celular no Brasil. A campanha era voltada para incentivar o público da terceira idade a aceitarem ( e consumirem, claro) a idéia de ter um celular:

Um velhinho muito simpático escalava um prédio e falava sobre esportes radicais. Dizia que era criticado por um amigo, que dizia que “rapel” para alguém com 70 anos (risos) era uma atividade arriscada. A propaganda terminava com ele contando que o dito amigo havia morrido engasgado com uma ervilha. E dizia: “Rapel não é perigoso, perigoso é comer ervilha” :)

Brincadeiras e publicidade à parte, nesse fim de semana (04/07) resolvi encarar um rapel (pela primeira vez) com a turma do MJ-RCC e o GOVE.

São Luís, 04 de julho de 2009. Esta foi a data marcada para o rapel na programação de férias do Ministério Jovem da RCC de São Luís. Eramos um grupo de 32 pessoas, em um prédio de 7 anderes e 40 metros. Olhando de cima tudo era pequeno aos nossos olhos, menos o medo. O medo, aliás, estava presente em todos. Em uns mais e em outros menos.

Se me perguntarem o que me fez ir participar da aventura, eu diria que foi um misto de curiosidade, vontade de se divertir com os amigos e desejo de vencer meu medo de altura. Dos três objetivos dois foram cumpridos. E falo sobre o que não foi, agora.

Certa vez, ao ler "Quem mexeu no meu queijo?" havia o seguinte questionamento "o que você faria se não tivesse medo?"...essa foi a pergunta que rodeou meus pensamentos até os últimos instante em que me vi diante daqueles 40 metros de prédio em minha frente.

Todos tiveram medo, todos se assustaram, alguns choraram, outros gritaram...mas pularam. Eu não fiz nada disso, não chorei, não gritei, e não tive medo. Não teve medo, Virgínia? Não, não tive. Eu tive pânico, pavor, ou qualquer sentimento pior ou igual a esses dois. Mas, medo? Medinho? Não, o que senti foi muito pior que isso.

Fiquei refletindo depois, diante dos meus anos de caminhada na RCC, minha confiança em Deus, meus medos, meus amigos corajosos, e a vida...Para os instrospectos tudo daria uma reflexão digna da semiose infinita. Para os simplistas, reducionistas e fundamentalistas talvez não. Talvez não passaria de uma simples covardia. “Não foste porque és covarde”.

Mas, daí, pensei em todos os momentos que superei vários outros medos em minha vida...medo de viajar sozinha, medo de ser abandonada, medo de terminar namoros que não me construíram, medo de ir adiante em decisões importantes...todos eles foram vencidos e superados, para honra e glória de Deus.

Não faltou fé para pular. Faltou eu me achar, eu me ter, eu ter certeza de mim e de Deus naquele momento...eu me roubei de mim, diria Pe. Fábio de Melo.

Diante disso, nesse fantástico mundo onde não me via fazendo um rapel na vida, faço a promessa (agora pública) de na Colônia de Férias do Ministério, se acontecer o rapel, eu já terei me encontrado, e vou pular! Então testemunharei, aqui, neste mesmo lugar de diálogo, que eu posso me permitir dar um salto na fé! Amém.